“os cronômetros expuseram um fato espantoso: com aulas monótonas baseadas na velha lousa, um terço do tempo se esvai com a indisciplina e a desatenção dos alunos.”

Vamos contextualizar um pouco a frase acima com o que se encontra facilmente procurando na internet.

Numa passada de olhos rápida na entrevista abaixo vemos uma administradora falando sobre problemas na educação e na formação dos professores. Pois bem, será que não é óbvio para quem governa que os alunos medíocres de hoje, que são incentivados pelo sistema de ensino a passar sem estudar porque o sistema não pode ser falho e apresentar repetentes condicionais, poderão ser os professores de amanhã? Perceber que uma nação pode estar sem futuro na educação me arrepia de medo, sério. Imagina como é isso para os professores que escolheram, por vocação, tentar ensinar.

http://educarparacrescer.abril.com.br/politica-publica/entrevista-claudia-costin-408283.shtml

Nesta entrevista abaixo vemos a citação sobre um sistema que funcionou bem em países como Inglaterra e Estados Unidos. Lá, em países como esses, facilmente os professores têm bons salários, incentivos e raramente falta livro ou material didático em escolas, só para lembrar.

http://arquivoetc.blogspot.com.br/2008/02/veja-entrevista-maria-helena-guimares.html

São essas duas as pessoas que opinaram na reportagem abaixo:

http://veja.abril.com.br/230610/aula-cronometrada-p-122.shtml

Eu, como cidadão brasileiro, espero que com a inclusão digital mais e mais pessoas realmente procurem por boa informação e saibam o que acontece na sua sociedade. Cá entre nós, essa porra chamada de sociedade não é feita pelos outros! Cada um tem que participar! Porque sempre que se fala em educação se fala em professores? Porque nunca se fala nos alunos? Porque não se ajeita a sociedade primeiro e depois vai ajeitar as escolas? Porque os pais preferem colocar seus filhos em escolas caras que em escolas públicas? Porque a vivência em sociedade é tão mal vista pela própria sociedade? Porque a segregação AINDA existe? Porque ninguém cronometra o tempo que se gasta discutindo sobre educação em contrapartida com aquele investido em realizar algo pela educação? Porque ninguém cronometra o tempo que um parlamentar efetivamente trabalha pela sociedade? Eu sou a favor sim de propor uma lei que inverta os salários dos políticos para os professores e que todo o dinheiro destinado ao 14° e 15° salários dos políticos e mais a ajuda mensal que eles recebem para despesas sejam destinados às escolas. Vamos pegar só os salários dos deputados federais? Sabe qual seria o salário de um professor? R$ 16.000,00 (sim, dezesseis MIL reais) Sabe quanto seria destinado anualmente para as escolas? Cerca de R$ 85.000.000,00 (OITENTA e cinco MILHÕES de reais) só para o repasse dos valores de deputados! Sabe o piso nacional dos professores hoje? R$ 1.450,00 (ONZE vezes menos que um deputado!)

Cronometrar as aulas seria um bom caminho se todos os outros itens da estrada já estivessem devidamente iniciados e houvesse uma prospecção real de mudança.

Nesse contexto, é um bom caminho sim, mas para o fracasso de um sistema.

No dia que a sociedade perceber que os professores são profissionais e não bons samaritanos talvez seja tarde para fortalecer o que já está suficientemente cansado.

E não, eu não quero meu dinheiro investido em pesquisas como esta, nem em copa, nem em olimpíada, nem em coisa alguma que não garanta integridade e real inclusão social. Quero que o meu dinheiro saia dos bolsos dos políticos e vá para a educação.

Assinado, um cidadão brasileiro putamente indignado.

Tenho uma intolerância com sofredores. Pessoas que se sentem injustiçadas pelo destino, mas que vivem fazendo tudo errado. São vários os casos, nem convém citar aqui muita coisa porque certamente você tem uma vizinha que reclama do marido, mas nunca deixa de encher o saco dele porque ele está indo ao futebol. Ou ainda o marido que reclama da mulher, mas nunca compra um perfume novo pra ela.

Não estou colocando tudo num patamar simples à toa. É simples. Se não fosse eu não seria intolerante com o sofrimento. Eu mesmo, que reclamo dos quilos a mais que tenho, não me faço de rogado se preparam um belo doce. Como. Não sofro por isso. Apenas lamento que coisas tão boas sejam tão gostosas e façam com que eu fique mais tempo na academia.

Então eu me pergunto, por que é que as pessoas normalmente reclamam por estar em situações de conflito, de desarmonia num relacionamento, de desconforto porque alguém não o ama e mesmo assim, burramente, sentem-se mal sem ao menos sair desse momento ruim?

Apego, falta de carinho, esperança, ou insanidade mesmo. Muitas respostas.

Atualmente, se uma pessoa faz aquele “tsc” quando eu pergunto se está tudo bem, eu ouço pacientemente os problemas dela e sempre penso em como eu faria diferente. Simplificar não é não se importar, é ajudar a amarrar desatando os nós. Quanto mais simples um pensamento, mais ele traz retorno imediato.

Pode ser mais complexo para os outros que para mim, mas resolver é mais simples do que sofrer.

Eu sei, você sabia.

 

De que me adianta você me pedir pra ser um cara legal

Se quando eu te ligo eu só falo com a caixa postal?

E mais nada, mais nada. Tem nada não.

 

Essa é só mais uma história pra te fazer relembrar

Quando eu te peço abrigo é em você que eu quero meu lar.

E mais nada, mais nada. Tem nada não.

 

Eu vou te dizer... um dia.

Não posso prever, não tenho esse poder

Mas eu sei, você sabia!

Eu tenho medo.

Cada vez mais eu tenho medo.

Quando eu penso na ignorância.

E ainda mais quando eu penso que a ignorância é mera opção.

E mais, quando muitas pessoas conseguem ser ignorantes juntas.

 

Eu tenho receio.

Cada vez mais eu tenho receio.

Quando eu penso numa solução.

E ainda mais quando sabemos que a solução é simples e justa.

E mais, quando quem deveria solucionar só constrói mais erros.

 

Temos que ter fé.

Cada vez mais acreditar.

E, além de acreditar, lutar.

Bradar, para os muitos surdos, com armas de bom senso e inteligência.

E mais, transmitir a luta para que outros tenham o mesmo discernimento.

 

 

Música em homenagem ao pai e filho que foram espancados por pessoas que pensaram que eles eram um casal gay.

E em repúdio àqueles que não cultivam o bom senso e não colhem a inteligência.

Falta na sociedade brasileira a aversão ao erro!

Estava procurando informações sobre chapéus e me deparei com um chamado caxangá, que é aquele usado por marinheiros. No mesmo instante me veio em mente a canção infantil: “escravos de Jó, jogavam caxangá, tira, põe, deixa ficar, guerreiros com guerreiros fazem zigue, zigue, zá”. Seria nessa canção uma alusão ao fato de que os escravos que estavam nos navios, levados para as guerras, roubavam os chapéus dos marinheiros para fazer brincadeiras? E lá ficavam eles, os guerreiros, esperando a próxima batalha e jogando caxangás, tirando-os e pondo-os à cabeça, numa alegre cantiga de descontração. Seria essa uma boa explicação.

 

 

Foto por Alfred Eisenstaedt, o marinheiro e a enfermeira.

Times Square, no dia da rendição do Japão na II Guerra.

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