Benefício para o povo!

Meus caros, li uma notícia que me deixou perplexo.

 

É sobre a tal da “bolsa-cultura”.

 

Quando eu li sobre o lançamento desta, as primeiras coisas que me vieram à mente:

 

- Para quem será o benefício?

- Como será fornecido?

- Será apenas para cultura nacional?

 

Após ler algumas matérias pela net, percebi uns pontos, no mínimo, interessantes...

 

A lei vai beneficiar mais as pessoas de menor faixa renda, como toda “bolsa-do-governo”.

 

Com ela, qualquer pessoa, que goze do benefício –sim, pois será uma bela duma gozação!- poderá fazer qualquer programa cultural!

 

Isto é, o povo poderá:

 

- Comprar mais CDs da banda Calypso!

- Assistir mais enlatados norte-americanos!

- Se deliciar com gibis e mangás!

- E assistir mais shows das bandas do amigo da vizinha!

 

Cá entre nós: resolve alguma coisa?

 

A população, que necessita de mais educação, mais fomento à sua própria dignidade e responsabilidade social, vai ganhar um incentivo para quê? Para continuar a ser “povo”?

 

No dia que me certificarem que uma lei de incentivo for aplicada para que o povo se constitua nação, aí sim vou acreditar na possibilidade de mudança!

Quando se tem inspiração, as letras se ordenam mais facilmente!

 

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Hoje percebi

 

Hoje amanheci rindo em sonetos

Com a aura da manhã em prantos

Como se quisera eu sem tempos

De tanto zombar desses encantos

Presenciar os teus olhos de canto

Numa sonolência digna de espanto.

 

Ah, hoje percebi que te quero!

 

Os rumores da rua ainda sombria

Do sol jazente frio que anestesia

É bêbada a aurora, que cambaleia

Como nos pés que tua pena se ria

Gargalhadas cheias de ti eu queria

Pra embargar tua lembrança vazia.

 

Ah, hoje percebi que te espero!

 

Numa hora síncope, num instante

Teus olhos nos meus, como amante

Desejo que se revela num rompante

Cadência de suspiros entrelaçantes

Amanhece e desfere riso escaldante

Agradece por afastar todo quebrante.

 

Ah, hoje percebi que te amo!

Já se vai mais uma madrugada. Música suave acompanha meus pensamentos. A água quente acabou de fazer da minha noite algo agradável, de acalmar, gota a gota, o corpo. Levou o frio.

Como não sou um motorista exemplar, e tenho sido bem cobrado por isso ultimamente, surgiu uma frase interessante pra definir os momentos que venho passando:

“Com medo da velocidade, o homem criou a marcha ré.”

Estacionar, pra mim, automobilisticamente, ainda é um desafio. Sou muito bom dirigindo em auto-estradas, onde posso correr, onde posso rasgar as curvas e fazer do meu veículo um condutor dos meus anseios e movimentos suaves e lineares. Mas não queira me acompanhar em ruas curtas, de pouca sensibilidade, onde parar a cada semáforo é o modo seguro de passear entre os transeuntes que cruzam o caminho. Nisto, tenho medo de ser imprudente, já que não estou acostumado a parar e tenho dificuldade em estacionar. Estava falando de meu modo de dirigir...?

Estava falando de mim.

Em meio a tantos afazeres o blog fica assim, assim.

Deu aquela vontade de atualizar, de comentar sobre a vida.

Como quando vamos a um bar, e conversamos com os amigos.

Quando olhamos nos olhos pra ter certezas, e elas nos colocam sorrisos nos lábios.

Como quando o que é real e verdadeiro está bem perto. E faz bem, porque sabemos realizar o que queremos.

Acredito que seja isto... assim, assim... breve. Apenas momento, como o viver.

Essa minha insistência burra em te ajudar

Mesmo com tua ausência consigo mesmo

Qualquer dia deixo você realmente sozinho

E te darei muitos motivos pra desespero

 

Você é assim, como chuva fria e indecisa

Coisas e gotas que o vento leva sem rumo

Joga de lado, pra qualquer lado, e joga

E se dizes que vais morrer, nem me assusto

 

Ruim é se acostumar com seus costumes

Estranho é você se acostumar a esse nada

É de estranhar alguém assim, sem vontade

Vindo de ti, sinto que seja uma pataquada!

 

E até pra te dar bronca, amigo, eu versifico

Se de outro modo fosse, nem irias querer

E assim, os teus problemas eu minimizo

Com essa rima tonta e toda sem graça

Como você!

 

 

[...eu acho que a pessoa que precisa ler isso nem vai ler, pois não passa por aqui... mas esse é meu espaço para expor tais sentimentos, e como ficou um poema interessante, compartilho! (Ê laiá!) Isso me lembrou de um tema que a muito quero colocar no papel que fala sobre a capacidade humana em se boicotar! Um dia escrevo mais sobre isso... hoje estou reticente demais para temas incisivos!]

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